Não dá para mudar o rumo das correntezas
E tem hora que é impossível remar contra a maré
Quando entramos na ressaca das profundezas
Somos sugados pelo desespero e precisamos ter fé
Ter calma sem debater os braços ao naufragar
Temos que nos focar em sobreviver, economizar energias
E seja onde for que as águas forem nos deixar
Temos que nos recuperar e seguir em frente em harmonia
É difícil né, mas essas são apenas dicas de sobrevivência
Segue quem quiser seguir e só passa quem tiver paciência
Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...
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