A minha mente ainda anda tão confusa
E o meu peito parece vazio, sem nada a aquecer
Pois foram tiradas partes tão profundas
Eu tentei fazer dar certo e depois tentei esquecer
Eu não desisti até o meu ultimo suspiro
Mas eu entendi que é preciso morrer para renascer
Me retiro, só não sei quando ressuscito
Fico aqui no purgatório das emoções, a reaprender
Eu preciso e quero sentir o ar como antes
Mas não consigo e observo o meu corpo de fora
É tudo automático em apáticos semblantes
Onde está o sorriso, os abraços fortes e o aurora?
Tudo vai embora e passa rápido, mas demora
A alma chora, deteriora na mais triste sonora
Eu sei que preciso voltar ao meu corpo
Mas é tão bom aqui, longe de todos
Sei que eu quero tentar, sentir de novo
Mas é tão bom aqui, longe de todos
Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...
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