Deixei de conhecer tanta coisa
Enquanto eu permiti a minha cegueira
E muitas vezes eu quis voltar na caverna
Só para ver as sombras na fogueira
É difícil, porque quando saímos no Sol
Os olhos não se acostumam de cara
Parece impossível quando o vício é o habitual
E nos adaptamos à mente falha
Quanto menos energia gastamos, menos queremos gastar
E quanto mais gastamos, mais nos desgastamos
Mas se é recíproco, nós temos ela de volta
Só que às vezes são migalhas a qual nos acostumamos
E só um recado, não seja luz a quem não é chama
Pois assim, deixamos de nos chamar
Esse é o nosso pecado, o de amar quem não nos ama
Pois assim, deixamos de nos amar
Seja a luz, mas não permita que sejam a sua escuridão!
Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...
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