Pular para o conteúdo principal

Crenças e Aparências, Cresça e Apareça

Sentado
Passado

Os pinos na bandeja
As cervejas na mesa
Sinos, sermão, veja
Rasteja sem defesa

Hoje prega sobre Jesus
Colocando outros iguais na cruz
Achando que viu a luz
Línguas de anjos que não traduz

Não ouve o coração
Mas sim, a sua cega alienação
Intolerante alucinação
Milagre não vem só de oração

Abra os olhos Pastor
O lobo não é o opressor
A fome não tem sabor
Faça da paz, o seu valor

Em pele de cordeiro há o desespero
Em pele de guerreiro há um espelho

Nós não somos todos iguais
Somos todos raros
A busca sim, é a mesma paz
E isso sim é caro

Um médico para os doentes
A morte e o seu pra sempre

No que você acredita?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...