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Raiva de Alienados

Ser educado até a segunda instância
Feira, ordem, intenção e a emenda
Ser manso a quem mantém distância
Próximo, é o punho que arrebenta

Não ser legal com todos, mas desejar que todos sejam contigo
Tem o seu olhar em atrito, a causa e o efeito de qualquer perigo

Infecção aos que se infectaram
Um cafetão à todas as coisas que afetaram
Numa proteção que protestaram
Na invasão daqueles que não se vacinaram

Olhos saltando para fora junto com a voz e os nós na garganta
Desvia-te da calmaria e até se controla, mesmo assim se levanta

O impulso é mais forte que seu próprio soco
Bem mais alto que teu próprio berrar
O insulto sai louco, até quando tu estás roco
Pode errar, mas vai sempre guerrear

Chutar a barraca, desmoronar todos os castelos de areia ou de cartas
Surtar sem asas, desmontar como um inseto, se amaçar como uma lata

O sabor que tu mais prova
É esse de a cavar a própria cova
Em todo dia que se renova
Uma nova teoria, uma nova trova

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